1 2 3 4
"Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa"
.:: Liturgia Diária
  • Liturgia semanal comentada
  • 31.0814 – Domingo – 22ª Semana do Tempo Comum – Jr 20,7-9; Sl 62; Rm 12,1-2.

    Evangelho: - Mt 16,21-27 – Naquele tempo, Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém, e sofrer muito da parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos doutores da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Então Pedro levou Jesus para um lado, e o repreendeu, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Fique longe de mim, satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas dos homens!” Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. Com efeito, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a própria conduta.

     

    Comentário: - Ao declarar a proximidade de sua morte inevitável, Jesus provocou desassossego ente os discípulos. Havia entre eles pontos de vista divergentes. Tornava-se cada vez mais claro para Jesus que o esperava o caminho do sofrimento. Por outro lado, Jesus tinha consciência do caminho que o Pai lhe traçara, e não estava disposto a abrir mão da fidelidade exigida para percorrê-lo até o fim. As ameaças e as represálias não lhe infundiam medo, embora o horizonte não fosse muito animador. Querendo convencer o Mestre a deixar de lado o pensamento de sofrimento e morte, Pedro levá-lo-ia para o caminho da infidelidade ao Pai. E isto Jesus não podia permitir.

     

    01.09.14 – Segunda feira – 22ª Semana do Tempo Comum – 1Cor 2,1-5; Sl 118.

    Evangelho: - Lc 4,16-30 – Naquele tempo, Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado. Conforme seu costume, no sábado entrou na sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro de profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus encontrou a passagem onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor.” Em seguida Jesus fechou o livro, o entregou na mão do ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então Jesus começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabam de ouvir.” Todos aprovavam Jesus, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam de sua boca. E diziam: “Este não é o filho de José?” Mas Jesus disse: “Sem dúvida vocês vão repetir para mim o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.” E acrescentou: “Eu garanto a vocês: nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu lhes digo que havia muitas viúvas em Israel, no tempo do profeta Elias, quando não vinha chuva do céu durante três anos e seis meses, e houve grande fome em toda região. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, e sim a uma viúva estrangeira, que vivia em Sarepta, na Sidônia. Havia também muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu. Apesar disso, nenhum deles foi curado, a não ser o estrangeiro Naamã, que era sírio.” Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e expulsaram Jesus da cidade. E o levaram até o alto do monte, sobre o qual a cidade estava construída, com intenção de lançá-lo no precipício. Mas Jesus, passando pelo meio deles, continuou seu caminho.

     

    Comentário: - As profecias do Antigo Testamento ajudaram Jesus a compreender sua identidade e missão. Um texto do profeta Isaías foi-lhe extremamente útil. Nesse trecho encontramos o monólogo de alguém que voltara do exílio babilônico e expressava a consciência de sua missão: reorganizar o povo, após sua total destruição por mãos de Nabucodonosor. Foi essa trilha que Jesus seguiu. O evento de seu batismo constitui-se numa verdadeira consagração por parte do Pai para a missão que estava prestes a ser iniciada. Os destinatários preferenciais de sua ação missionária foram os pobres, os humilhados e injustiçados, toa sorte de prisioneiros e oprimidos, as vítimas de cegueira física e espiritual.

     

    02.09.14 – Terça feira – 22ª Semana do Tempo Comum – 1Cor 2,10-16; Sl 144.

    Evangelho: - Lc 4,31-37 – Jesus foi a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e aí ensinava aos sábados. As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. Na sinagoga havia um homem possuído pelo espírito de um demônio mau, que gritou em alta voz: “O que queres de nós Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” Jesus o ameaçou, dizendo: “Cale-se, e saia dele!” Então o demônio jogou o homem no chão, e saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. O espanto tomou conta de todos, e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos maus com autoridade e poder, e eles saem.” E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

     

    Comentário: - A maneira que Jesus encontrou para iniciar a implantação de seu Reino de libertação foi resgatar o ser humano das forças malignas que o oprimiam. O resgate da dignidade humana exigia uma imediata atuação de Jesus. O possesso confessa a identidade messiânica de Jesus, de maneira correta, coisa que não acontecera em sua cidade natal. O Mestre curou o possesso pelo poder de sua palavra. Dispensou as palavras mágicas ou ritos cabalísticos, coisa comum de acontecer em outras denominações por intermédio de seus pregadores. Bastou uma única ordem dele para que o demônio deixasse o homem em paz.

     

    03.09.14 – Quarta feira – 22ª Semana do Tempo Comum – 1Cor 3,1-9; Sl 32.

    Evangelho: - Lc 4,38-44 – Jesus saiu da sinagoga, e foi para a casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se para ela, Jesus ameaçou a febre, e esta deixou a mulher. Então, no mesmo instante, ela se levantou, e começou a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levavam a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles, e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus.” Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque os demônios sabiam que ele era o Messias.

     

    Comentário: - No trato com as pessoas doentes, Jesus se comportava como um médico dedicado. Deparando-se com a sogra de Simão Pedro, vitimada por uma febre muito forte, inclinou-se sobre ela e deu ordem para que a febre desaparecesse. Na cultura da época, as doenças revelavam o poder do demônio sobre o ser humano. De qualquer forma, eram consideradas como consequência do pecado. A cura física e espiritual transformava-se numa evidente manifestação de que o Reino de Deus havia chegado. Assim, a atitude misericordiosa de Jesus em relação aos doentes expressava a solidariedade de Deus com toda a humanidade.

     

    04.09.14 – Quinta feira – 22ª Semana do Tempo Comum – lCor 3,18-23; Sl 23.

    Evangelho: - Lc 5,1-11 – Certo dia, Jesus estava na margem do lago de Genesaré. A multidão se apertava ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago; os pescadores haviam desembarcado, e lavavam as redes. Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu   que se afastasse um pouco da margem. Depois, sentou-se e da barca, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avance para águas mais profundas, e lancem as redes para a pesca.” Simão respondeu: “Mestre, tentamos a noite inteira, e não pescamos nada. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes.” Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes, que as redes se arrebentavam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que fossem ajudá-los. Eles foram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. Ao ver isso, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou pecador!” É que o espanto tinha tomado conta de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Mas Jesus disse a Simão: “Não tenha medo! De hoje em diante você será pescador de homens.” Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo, e seguiram Jesus.

     

    Comentário: - A cena é simbólica. Jesus chama seus primeiros discípulos, mostrando-lhes qual a missão reservada a eles: fazerem os homens participarem da libertação trazida por Jesus e que só pode realizar-se no seguimento dele, mediante a união com ele e sua missão. O fato mais importante foi Simão ter tido a chance de reconhecer Jesus como Messias. Simão reconheceu em Jesus a manifestação da divindade. Doravante, teria outra preocupação, não mais com peixes, mas com pessoas humanas. Simão aceitou a tarefa de ser pescador de gente, e pôs a seguir Jesus. Começava para ele uma nova vida.

     

    05.09.14 – Sexta feira – 22ª Semana do Tempo Comum – 1Cor 4,1-5; Sl 36.

    Evangelho: - Lc 5,33-39 – Eles disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações, mas os teus discípulos comem e bebem.” Mas Jesus disse: “Vocês acham que os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas vão chegar dias em que o noivo será tirado do meio deles; nesse dia eles vão jejuar.” Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para remendar roupa velha; senão, vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combina com a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em barris velhos; porque, de fato, o vinho novo arrebenta os barris velhos, e se derrama, e os barris se perdem. Vinho novo deve ser colocado em barris novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo, porque diz: o velho é melhor.”

     

    Comentário: - Os mestres da Lei e os fariseus, seguidos pelos discípulos de João, davam grande valor à prática do jejum, mostrando-se muito fiéis a esta tradição. Por isso, a orientação dada aos discípulos contrastava com o pensamento deles. Mesmo sem negar o valor do jejum, Jesus lhe dava pouca importância. Sua missão centrava-se em algo muito mais importante: levar as pessoas à prática do amor, a melhor forma de se mostrarem reconhecidas a Deus e ser-lhe agradáveis. Assim, os discípulos foram alertados sobre a incompatibilidade entre o novo, pregado por Jesus, e o velho defendido pelos líderes religiosos.

     

    06.09.14 – Sábado – 22ª Semana do Tempo Comum – 1Cor 4,6-15; Sl 144.

    Evangelho: - Lc 6,1-5 – Num dia de sábado, Jesus estava passando por uns campos de trigo. Os discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Então alguns fariseus disseram: “Por que vocês estão fazendo o que não é permitido em dia de sábado?” Jesus respondeu: “Então vocês não leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam sentindo fome? Davi entrou na casa de Deus, pegou e comeu dos pães oferecidos a Deus, e ainda os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães.” E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é Senhor do sábado.”

     

    Comentário: - Sendo Senhor do sábado, Jesus está acima das leis, mesmo religiosas, que os homens elaboram. Ele relativiza essas leis, mostrando que elas não têm sentido quando impedem o homem de ter acesso aos bens necessários para a própria sobrevivência. A atitude de Jesus pôs abaixo este rigorismo perfeccionista, procurando abrir a mentalidade dos discípulos para o bom senso e a verdadeira fidelidade a Deus. O bom sendo aconselhava-os a não passar fome, quando tinham comida à disposição.

    Aguardando Conteudo...
PAROQUIA SANTO ANTONIO - Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento e Hospedagem: Faça! Websites (66) 3531-4645