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"É viva a Palavra quando são as obras que falam."
.:: Liturgia Diária
  • Liturgia semanal comentada
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    01.03.15 – Domingo – 2ª Semana do Tempo da Quaresma – Gn 22,1-2.9.10-13.15-18; Sl 115; Rm 8,31-34.

    Evangelho: - Mc 9,2-10 – Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E se transfigurou diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas, como nenhuma lavadeira no mundo as poderia alvejar. Apareceram-lhes Elias e Moisés, que conversavam com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.” Pedro não sabia o que dizer, pois eles estavam com muito medo. Então desceu uma nuvem e os cobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu filho amado. Escutem o que ele diz!” E, de repente, eles olharam em volta e não viam mais ninguém, a não ser Jesus com eles. Ao descerem da montanha, Jesus recomendou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles observaram a recomendação e se perguntavam o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

     

    Comentário: - A vida e ação de Jesus não terminam na sua morte. A transfiguração é sinal da Ressurreição: a sociedade não consegue deter a pessoa e a atividade de Jesus, que irão continuar através de seus discípulos. A voz de Deus mostra que, daqui por diante, Jesus é a única autoridade. Todos os que ouvem o convite de Deus e seguem a Jesus até o fim, começam desde já a participar da sua vitória final, quando ressuscitarão com ele. Apesar de ser filho glorioso de Deus Pai, Jesus não estaria isento de passar pela provação da cruz. A dificuldade de fazer os discípulos entenderem esta realidade em nada alterou o projeto do Mestre.

     

    02.03.15 – Segunda feira – 2ª Semana do Tempo da Quaresma – Dn 9,4-10; Sl 78.

    Evangelho: - Lc 6,36-38 – Naquele tempo, disse Jesus: “Sejam misericordiosos, como também o Pai de vocês é misericordioso. Não julguem, e vocês não serão julgados; não condenem, e não serão condenados; perdoem, e serão perdoados. Deem, e será dado a vocês; colocarão nos braços de vocês uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante. Porque a mesma medida que vocês usarem para os outros, será usada para vocês.”

     

    Comentário: - A reconciliação foi um tema fundamental do ministério de Jesus. Tudo quanto fazia visava restaurar os laços de amizade dos seres humanos entre si e com Deus. Ele foi, por excelência, um construtor de reconciliação. No seu ensinamento, o Mestre mostrou a transcendência do perdão que rompe limites do puro relacionamento humano para levar ao relacionamento das pessoas com Deus. A ordem de Jesus – “Perdoai, e sereis perdoados!” – não expressa a reciprocidade do perdão no nível puramente humano. Pelo contrário, o perdão oferecido ao próximo tem, como contrapartida, o perdão recebido de Deus.

     

    03.03.15 – Terça feira – 2ª Semana do Tempo da Quaresma – Is 1,10.16-20; Sl 49.

    Evangelho: - Mt 23,1-12 – Naquele tempo, Jesus falou às multidões e aos discípulos: “Os doutores da Lei os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. Todos fazem as suas ações só para serem vistos pelos outros. Vejam como eles usam faixas largas na testa e nos braços, e como põem nas roupas longas franjas, com trechos da Escritura. Gostam dos lugares de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas; gostam de ser cumprimentados nas praças públicas, e de que as pessoas os chamem de mestre. Quanto a você, nunca se deixem chamar de mestre, pois um só o Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. Na terra, não chamem ninguém Pai, pois um só é o Pai de vocês, aquele que está no céu. Não deixem que os outros chamem vocês de líderes, pois um só é o Líder de vocês: o Messias. Pelo contrário, o maior de vocês deve ser aquele que serve a vocês. Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.”

     

    Comentário: - Os discípulos de Jesus foram alertados em relação ao mau exemplo dos mestres da Lei e dos fariseus, os quais ousavam apresentar-se como modelo de piedade e de fidelidade a Deus. Suas belas palavras não combinavam com o que faziam, Por um lado, eram capazes de interpretar bem as Escrituras, por outro, levavam um estilo de vida incompatível com a sua formação religiosa. Suas palavras eram dignas de crédito; seu modo de agir, não. Resultado: suas ações desqualificavam os seus ensinamentos. Por outro lado, a postura correta, a ser assumida pelo discípulo, consistirá em fazer-se servidor e colocar-se, com toda humildade, à disposição de seus semelhantes, sem nenhum sentimento de superioridade.

     

    04.03.15 – Quarta feira – 2ª Semana do Tempo da Quaresma – Jr 18,18-20; Sl 30.

    Evangelho: - Mt 20,17-28 – Naquele tempo, enquanto subia para Jerusalém, Jesus tomou consigo os doze discípulos em particular e, durante a caminhada, disse a eles: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, flagelá-lo e crucificá-lo. E no terceiro dia ele ressuscitará.” A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos, e ajoelhou-se para pedir alguma coisa. Jesus perguntou: “O que você quer?” Ela respondeu: “Promete que meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu Reino.” Jesus, então, disse: “Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso, vocês podem beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos.” Então Jesus disse: “Vocês vão beber do meu cálice. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou esquerda. É meu Pai quem dará esses lugares àqueles para os quais ele mesmo preparou.” Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram com raiva dos dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse: “Vocês sabem: os governadores das nações têm poder sobre elas, e os grandes têm autoridade sobre elas. Entre vocês não deverá ser assim: quem de vocês quiser ser grande, deve tornar-se o servidor de vocês; e quem de vocês quiser ser o primeiro, deverá tornar-se servo de vocês. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos.”

     

    Comentário: - Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam aferrados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disso. Desprezando a revelação de Jesus quanto ao seu sofrimento e morte, os discípulos estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.

     

    05.03.15 – Quinta feira – 2ª Semana do Tempo da Quaresma – Jr 17,5-10; Sl 1.

    Evangelho: - Lc 16,19-31 – Naquele tempo, Jesus disse: “Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino, e dava banquete todos os dias. E um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava caído à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E ainda vinham os cachorros lamber-lhe as feridas. Aconteceu que o pobre morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico, e foi enterrado. No inferno, em meio aos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe Abraão, com Lázaro a seu lado. Então o rico gritou: `Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque este fogo me atormenta.´ Mas Abraão respondeu: `Lembre-se, filho: você recebeu seus bens durante a vida, enquanto Lázaro recebeu males. Agora, porém, ele encontra consolo aqui, e você é atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, nunca poderia passar daqui para junto de vocês, nem os daí poderiam atravessar até nós´. O rico insistiu: `Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não acabem também eles vindos para este lugar de tormento´. Mas Abraão respondeu: `Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem!´ O rico insistiu: `Não, pai Abraão! Se um dos mortos for até eles, eles vão se converter´. Mas Abraão lhe disse: `Se eles não escutam a Moisés e aos profetas, mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos´.”

     

    Comentário: - A parábola evangélica é um alerta premente contra o perigo da riqueza e as consequências desastrosas para quem não sabe se servir dela como meio para obter a salvação eterna. A riqueza pode levar à condenação. O rico simboliza aquela pessoa cuja vida limita-se à busca dos prazeres da vida. Por isso não demonstra a mínima preocupação com Deus, nem muito menos com seus semelhantes, de modo especial, os pobres e marginalizados. A riqueza estreitava os horizontes do rico da parábola, impedindo-o de ver além de seu pequeno mundo. O sofrimento do pobre Lázaro, à sua porta, era-lhe desconhecido.  Sua fome contrastava com a opulência dos banquetes que o rico oferecia.

     

    06.03.15 – Sexta feira – 2ª Semana do Tempo da Quaresma – Gn 37,3-4.12-13.17-28; Sl 104.

    Evangelho: - Mt 21,33-43.45-46 – Naquele tempo, disse Jesus aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: “Escutem esta parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, cercou-a, fez um tanque para pisar a uva, e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha para alguns agricultores, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos agricultores para receber os frutos. Os agricultores, porém, agarraram os empregados, bateram num, mataram outro, e apedrejaram o terceiro. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu próprio filho, pensando: `Eles vão respeitar o meu filho´. Os agricultores, porém, ao verem o filho, pensaram: `Esse é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo, e tomar posse de sua herança´. Então agarraram o filho, o jogaram para fora da vinha, e o mataram. Pois bem: quando o dono da vinha voltar, o que irá fazer com esses agricultores?” Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “É claro que mandará matar de modo violento esses perversos, e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.” Então Jesus disse a eles: “Vocês nunca leram na Escritura: `A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos?” Por isso eu lhes afirmo: o Reino de Deus será tirado de vocês, e será entregue a uma nação que produzirá seus frutos.” Os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. Procuraram prender Jesus, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

     

    Comentário: - A história de Israel, que se desenrolou como uma espécie de luta entre Deus e o povo eleito, é como que a parábola de toda história humana. Enquanto Deus se empenha em salvar a humanidade, esta insiste em caminhar para a condenação. Ele vai lhe apresentando os meios necessários para que se salve, mas o ser humano continua destruindo a obra divina. Deus confia na conversão do coração humano; este no entanto, frustra, continuamente, a confiança divina. Apesar disso, o Pai mostra-se sobremaneira paciente. O primeiro gesto de rebeldia do ser humano seria suficiente para merecer a punição. Afinal, ele é quem tem uma dívida de gratidão para com Deus. No entanto seu coração perverteu-se, levando-o a se rebelar contra Deus.

     

    07.03.15 – Sábado – 2ª Semana do Tempo da Quaresma – Mq 7,14-15.18-20; Sl 102.

    Evangelho: - Lc 15,1-3.11-32 – Todos os cobradores de impostos e pecadores se aproximavam de Jesus para o escutar. Mas os fariseus e os doutores da Lei criticavam a Jesus, dizendo: “Esse homem acolhe pecadores, e come com eles!” Então Jesus contou-lhes esta parábola: “Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: `Pai, me dá a parte da herança que me cabe´. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu, e partiu para um lugar distante. E aí esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome na região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para a roça, cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a lavagem que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. Então, caindo em si, disse: `Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura. E eu aqui, morrendo de fome. . .  Vou me levantar, e vou encontrar meu pai, e dizer a ele: - Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho. Trata-me como um dos teus empregados´. Então se levantou, e foi ao encontro do pai. Quando ainda estava longe, o pai o avistou, e teve compaixão. Saiu correndo, e o abraçou, e o cobriu de beijos. Então o filho disse: `Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho´. Mas o pai disse aos empregados: `Depressa, tragam a melhor túnica para vestir meu filho. E coloquem um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Peguem o novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado.´ E começaram a festa. O filho mais velho estava na roça. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados, e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: `É que seu irmão voltou. E seu pai, porque o recuperou são e salvo, matou o novilho gordo´. Então, o irmão ficou com raiva, e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Mas ele respondeu ao pai: `Eu trabalho para ti já tantos anos, jamais desobedeci qualquer ordem tua; e nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou este teu filho, que devorou seus bens com prostitutas, matas para ele o novilho gordo!´ Então o pai lhe disse: `Filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. Mas, era preciso festejar e nos alegrar, porque esse seu irmão estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado´.”

     

    Comentário: - O caminho do filho tresloucado é imagem do itinerário da humanidade em sua relação com Deus. A comunhão é rejeitada e trocada por uma vida insensata de ilusões, fruto do pecado. A comunhão é restabelecida a partir da decisão de converter-se ao amor de Deus. É a passagem da morte à vida! Essa passagem, porém, só é feita por quem pelo menos está consciente de que Deus não rejeita quem volta para ele com sinceridade. Jamais duvidemos de ser acolhidos pelo Pai, embora sejamos pecadores. O primeiro passo consiste em não duvidar do amor de Deus.

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