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"Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes."
.:: Liturgia Diária
  • Liturgia semanal comentada
  • 14.12.14 – 3ª Semana do Tempo do Advento – Is 6,1-2.10-11; (Sl) Lc 1,46-50.53-54; 1Ts 5,16-24.

    Evangelho: - Jo 1,6-8.19-28 – Apareceu um homem enviado por Deus, que se chamava João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas apenas a testemunha da luz. O testemunho de João foi assim. As autoridades dos judeus enviaram a Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntarem a João: “Quem é você?” João confessou e não negou. Ele confessou: “Eu não sou o Messias.” Eles perguntaram: “Então, quem é você? Elias?” João disse: “Não sou.” Eles perguntaram: “Você é o profeta?” Ele respondeu: “Não.” Então perguntaram: “Quem é você? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. Quem você diz que é?” João declarou: “Eu sou uma voz gritando no deserto: `Aplainem o caminho do Senhor´, como disse o profeta Isaías.” Os que tinham sido enviados eram da parte dos fariseus. Eles continuaram perguntando: “Então, porque você batiza se não é o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” João respondeu: “Eu batizo com água, mas no meio de vocês existe alguém que vocês não conhecem, e que vem depois de mim. Eu não mereço nem sequer desamarrar a correia das sandálias dele.” Isso aconteceu em Betânia, na outra margem do Jordão, onde João estava batizando.

     

    Comentário – A pessoa e a missão de Jesus é que definiram a identidade de João Batista. Ele fora enviado por Deus para ser testemunha da luz. A atividade de João preparava a chegada de Jesus, predispondo as pessoas para recebê-lo. O pressuposto do seu ministério era que a humanidade estava mergulhada nas trevas e, por isso, vagava errante pelo caminho do pecado e da injustiça. Se não lhes fosse oferecida uma luz, não teriam condições de superar esta situação. João compreendeu este projeto de Deus e se colocou a serviço dele. Sua condição de servidor do Messias estava entranhada em sua consciência. Não cedeu à tentação de pensar em si mesmo, além do que correspondia o plano de Deus.

     

    15.12.14 – Segunda feira - 3ª Semana do Tempo do Advento – Nm 24,2-7.15-17; Sl 24

     Evangelho: - Mt 21,23-27 – Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo se aproximaram, e perguntaram: “Com que autoridade fazes tais coisas? Quem foi que te deu essa autoridade? Jesus respondeu: “Eu também vou fazer uma pergunta para vocês. Se responderem, eu também direi a vocês com que autoridade faço isso. De onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens?” Mas eles raciocinavam, pensando: “Se respondemos que vinha do céu, ele vai dizer: `Então, por que vocês não acreditaram em João?´ Se respondemos que vinha dos homens, temos medo da multidão, pois todos consideravam João como um profeta.” Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos.” E Jesus disse a eles: “Pois eu também não vou dizer a vocês com que autoridade faço essas coisas.”

     

    Comentário: - A maneira incisiva como Jesus falava e a força de suas palavras, deixavam confusas as autoridades religiosas da época. Como simples humano, ele não possuía títulos quer pudessem garantir a autoridade de suas palavras, pois não pertencia a uma família sacerdotal ou da aristocracia. Jesus não teria nenhuma dificuldade de dizer que a fonte de sua autoridade era o Pai. Mas os seus interlocutores não estavam preparados para receber essa explicação. Por isso, ficaram sem resposta. A situação de Jesus assemelhava-se à dos profetas de Israel que não tinham como justificar o chamamento de Deus.

     

    16.12.14 – Terça feira – 3ª Semana do Tempo do Advento – Sf 3,1-2.9-13; Sl 33.

    Evangelho: - Mt 21,28-32 – Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: “O que vocês acham disto? Certo homem tinha dois filhos. Ele foi ao mais velho, e disse: `Filho, vá trabalhar hoje na vinha´. O filho respondeu: `Não quero´. Mas depois arrependeu-se e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho, e disse a mesma coisa. Esse respondeu: `Sim, senhor, eu vou´. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?”  Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O filho mais velho.” Então Jesus lhes disse: “Pois eu garanto a vocês: os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vocês no Reino do Céu. Porque João veio até vocês para mostrar o caminho da justiça, e vocês não acreditaram nele. Os cobradores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram para acreditar nele.”

     

    Comentário: - Jesus denunciou, corajosamente, a atitude de certas lideranças religiosas de seu tempo. Apesar de serem tidos como piedosos e tementes a Deus, eram incapazes de perceber a presença do Pai na vida e na ação de Jesus, e de reconhecê-lo como seu enviado. Entretanto, Jesus se dava conta de estar sendo acolhido com carinho pelas pessoas, vítimas da discriminação social e religiosa. Os pecadores, as pessoas de má vida, os desprezados  cobradores de impostos eram sensíveis à sua pregação e se deixavam tocar por ela. Entre eles, o ministério de Jesus produzia bons frutos e atingia seus objetivos. Por isso, teriam precedência no Reino.

     

    17.12.14 – Quarta feira – 3ª Semana do Tempo do Advento – Gn 49,2.8-10; Sl 71.

    Evangelho: - Mt 1,1-17 – Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão foi pai de Isaac; Isaac foi pai de Jacó; Jacó foi pai de Judá e de seus irmãos. Judá, com Tamar, foi o pai de Farés e Zara; Farés foi pai de Esrom; Esrom foi pai de Aram. Aram foi pai de Aminadab; Aminadab foi o pai de Naasson; Naasson foi o pai de Salmon. Salmon, com Raab, foi o pai de Booz; Booz, com Rute, foi o pai de Jobed; Jobed foi o pai de Jessé; Jessé foi o pai de Davi. Davi, com aquela que foi mulher de Urias, foi o pai de Salomão. Salomão foi o pai de Roboão; Roboão foi o pai de Abias; Abias foi o pai de Asa. Asa foi o pai de Josafá; Josafá foi o pai de Jorão; Jorão foi o pai de Ozias. Ozias foi o pai de Joatão; Joatão foi o pai de Acaz; Acaz foi o pai de Ezequias. Ezequias foi o pai de Manassés; Manassés foi o pai de Amon; Amon foi o pai de Josias. Josias foi o pai de Jeconias e de seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. Depois do exílio na Babilônia, Jeconias foi o pai de Salatiel; Salatiel foi o pai de Zorobabel. Zorobabel foi o pai de Abiud; Abiud foi o pai de Eliaquim; Eliaquim foi o pai de Azor; Azor foi o pai de Sadoc; Sadoc foi o pai de Aquim; Aquim foi o pai de Eliud. Eliud foi o pai de Eleazar; Eleazar foi o pai de Mata; Mata foi o pai de Jacó. Jacó foi o pai de José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Messias. Assim as gerações desde Abraão até Davi são catorze; de Davi até o exílio na Babilônia, catorze gerações; e do exílio na Babilônia até o Messias, catorze gerações.

     

    Comentário: - Em Jesus, continua e chega ao ápice toda a história de Israel. Sua árvore genealógica apresenta-o como descendente de Davi e Abraão. Como filho de Davi, Jesus é o Rei-Messias que vai instaurar o Reino prometido. Como filho de Abraão, ele estenderá o Reino a todos os homens, através da presença e ação da Igreja. Como filho de Abraão, Jesus é o herdeiro de suas bênçãos, e para nós é uma lembrança da encarnação e da humanidade de cristo.

     

    18.12.14 – Quinta feira – 3ª Semana do Tempo do Advento – Jr 23,5-8; Sl 71.

    Evangelho: - Mt 1,18-24 – A origem de Jesus, o Messias, foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo. Não queria denunciar Maria, e pensava em deixá-la, sem ninguém saber. Enquanto José pensava nisso, o Anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, e disse: “José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você lhe dará o nome de Jesus, pois ela vai salvar o seu povo dos seus pecados.” Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Vejam: a virgem conceberá, e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco.” Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado: levou Maria para casa.

     

    Comentário: - Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal. Diante da descoberta da gravidez de Maria, José, qualificado como homem justo, tem diante de si duas alternativas que lhe passam pela cabeça. Por uma pensa em afastar-se de Maria, fugir, não assumir a criança da qual ignora o pai, e a outra expor Maria às formalidades da Lei, mas não faz isto por estar convencido da virtude de Maria. Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana, e seu pai é divino. O nome “Jesus” significa “Deus salva”.

     

     

    19.12.14 – Sexta feira – 3ª Semana do Tempo do Advento – Jz 13,2-7.24-25; Sl 70.

    Evangelho: - Lc 1,5-25 – No tempo de Herodes, rei da Judéia, havia um sacerdote chamado Zacarias. Era do grupo de Abias. Sua esposa se chamava Isabel, e era descendente de Aarão. Os dois eram justos diante de Deus: obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. Certa ocasião, Zacarias fazia o serviço religioso no Templo, pois era a vez do seu grupo realizar cerimônias. Conforme o costume do serviço sacerdotal, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. Então apareceu a Zacarias um anjo do Senhor. Estava de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e cheio de medo. Mas o anjo disse: “Não tenha medo, Zacarias! Deus ouviu o seu pedido, e a sua esposa Isabel vai ter um filho, e você lhe dará o nome de João. Você ficará alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, porque ele vai ser grande diante do Senhor. Ele não beberá vinho, nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará cheio do Espírito Santo. Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. Caminhará à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto.” Então Zacarias perguntou ao anjo: “Como vou saber se isso é verdade? Sou velho, e minha mulher é de idade avançada.” O anjo respondeu: “Eu sou Gabriel. Estou sempre na presença de Deus, e ele me mandou dar esta boa notícia para você. Eis que você vai ficar mudo, e não poderá falar, até o dia em que essas coisas acontecerem, porque você não acreditou nas minhas palavras, que se cumprirão no tempo certo.” O povo ficou esperando Zacarias, e estava admirado com a sua demora no Santuário. Quando saiu, não podia falar, e eles compreenderam que ele tinha tido uma visão no Santuário. Zacarias falava com sinais, e continuava mudo. Depois que terminou seus dias de serviço no Santuário, Zacarias voltou para casa. Algum tempo depois, sua esposa Isabel ficou grávida, e se escondeu durante cinco meses. Ela dizia: “Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!”

     

    Comentário: - Zacarias aparece como um homem justo e com características similares aos da história de Abraão e Sara. Vai receber no templo, que representa o coração do judaísmo, o anúncio do nascimento de seu filho. São dois os aspectos que o texto destaca em João Batista. O primeiro é o de haver recebido a plenitude do Espírito. O segundo aspecto que se afirma de João é o de encarnar o profeta Elias, que a tradição de Israel esperava no final dos tempos como precursor do Messias. A conjunção destes dois elementos nos indica que estamos entrando no tempo da salvação definitiva da humanidade.

     

    20.12.14 – Sábado – 3ª Semana do Tempo do Advento – Is 7,10-14; Sl 23.

    Evangelho: - Lc 1,26-38– No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava, e disse: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!” Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida. Terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim.” Maria perguntou ao anjo: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar da sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus nada é impossível.” Maria disse: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” E o anjo a deixou.

     

    Comentário: - Na festa de hoje comemora-se a concepção (conceição) de Maria. Com aproximadamente quinze anos, Maria concebeu Jesus, e ela é representante de uma comunidade dos pobres que esperam pela libertação. Dela nasce Jesus Messias, o Filho de Deus. O fato de Maria conceber sem ainda estar morando com José indica que o nascimento do Messias é obra da intervenção de Deus. Aquele que vai iniciar nova história surge dentro da história de maneira totalmente nova, e Maria se rejubila no Senhor, pois ele a revestiu de justiça e salvação.

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