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"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação."
.:: Liturgia Diária
  • Liturgia semanal comentada
  • 17.08.14 0 Domingo – 20ª Semana do Tempo Comum – Ap 11,19;12,1-6.10; Sl 44; 1Cor 15,20-27. Solenidade Assunção de Nossa Senhora.

    Evangelho: - Lc 1,39-56 – Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, às pressas, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto de seu ventre! Como posso merecer que a mãe de meu Senhor venha me visitar? Logo que a saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria em meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu. Então Maria disse: “Minha alma proclama a grandeza do Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Doravante todas as gerações me felicitarão, porque o Todo-poderoso realizou grandes obras em meu favor; seu nome é santo, e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração. Ele realiza proezas com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias. Socorre Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, - conforme prometera aos nossos pais – em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre.” Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa.

     

    Comentário: - A fé eclesial, contemplando Maria a partir do Mistério Pascal de Jesus, professa que ela, no término de sua caminhada terrestre, foi elevada ao céu. A Igreja fala em assunção, ou seja, Maria foi assumida por Deus e colocada na glória celeste. Trata-se da ação de Deus fazendo grandes coisas na vida da mãe do Salvador. Não uma ação isolada, e sim, o ápice de uma sucessão de graças na vida de quem foi cheia de graça.A assunção de Maria – elevação aos céus – brotou da Ressurreição de Jesus. É como se Maria tivesse seguido o caminho de acesso ao Pai, aberto pelo Filho Jesus. A Maria exaltada na assunção foi a mulher humilde e servidora que se colocou a serviço do projeto de Deus.

     

    18.08.14 – Segunda Feira – 20ª Semana do Tempo Comum – Ez 24,15-24; (Sl) Dt 32,18-21.

    Evangelho: - Mt 19,16-22 – Naquele tempo, um jovem se aproximou e disse a Jesus: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que você me pergunta sobre o que é bom? Um só é o bom. Se quer entrar para a vida, guarde os mandamentos.” O moço perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não mate; não cometa adultério; não roube; não levante falso testemunho; honre seu pai e sua mãe; e ame o seu próximo como a si mesmo.” O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. O que é que ainda me falta fazer?” Jesus respondeu: “Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me.” Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque tinha muitas propriedades.

     

    Comentário: - A pergunta apresentada a Jesus pelo jovem reflete uma tendência do farisaísmo, a de praticar a virtude visando apenas obter a salvação. Esses fariseus eram calculistas, sempre preocupados em acumular méritos diante de Deus. O Mestre, porém, tentou corrigir este modo de pensar. Não se alcança a vida eterna pela prática de coisas boas, submetendo-se a um código de regras precisas de comportamento, e sim, pela relação com as pessoas, entendendo-se, com isso, tanto Jesus quanto o Pai. O jovem é confrontado com a proposta de passar da prática mecânica dos mandamentos para um tipo de relação capaz de transformar-lhe a vida, distribuindo seus bens e tornando-se seguidor de Jesus.

     

    19.08.14 – Terça feira – 20ª Semana do Tempo Comum – Ez 28,1-10;(Sl) Dt 32,26-28.30.35-36.

    Evangelho: - Mt 19,23-30 - Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Eu garanto a vocês: um rico dificilmente entrará no Reino do Céu. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.” Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para os discípulos, e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível.” Então Pedro tomou a palavra, e disse: “Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que vamos receber?” Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: no mundo novo, quando o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, vocês, que me seguiram, também se sentarão em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais, e terá como herança a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos; e muitos que agora são os últimos, serão os primeiros.,”

     

    Comentário: - O desafio lançado por Jesus ao jovem rico deixou-o desconcertado. A grande quantidade de bens que possuía dava-lhe segurança. Como haveria de sobreviver? Também os discípulos ficaram transtornados com as palavras do Mestre que acabara de proclamar a impossibilidade de um rico entrar no Reino dos Céus, e fazer parte da comunidade messiânica fundada por ele, cujo rei é Deus. Jesus contrapõe o pensamento divino ao pensamento humano. Humanamente falando, só é possível sobreviver pelo acúmulo de bens materiais. Na perspectiva de Deus, o importante é a partilha e a solidariedade. Os discípulos do Reino devem ter é na Providência Divina.

     

    20.08.14 – Quarta Feira – 20ª Semana do Tempo Comum – Ez 34,1-11; Sl 22.

    Evangelho: - Mt 20,1-16 – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: “De fato, o Reino do Céu é como um patrão, que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo. Viu outros que estavam desocupados na praça, e lhes disse: `Vão vocês também para a minha vinha. Eu lhes pagarei o que for justo.´ E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio dia e às três horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: `Por que vocês estão aí o dia inteiro desocupados?´ Eles responderam: `Porque ninguém nos contratou.´ O patrão lhes disse: `Vocês vão também para a minha vinha.´ Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ` Chame os trabalhadores, e pague uma diária a todos. Comece pelos últimos, e termine pelos primeiros.´ Chegaram aqueles que tinham sido contratados pela cinco da tarde, e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida chegaram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. No entanto, cada um deles recebeu também uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: `Esses últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor do dia inteiro!´ E o patrão disse a um deles: `Amigo, eu não fui injusto com você. Não combinamos uma moeda de prata? Tome o que é seu, e volte para casa. Eu quero dar também a esse, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que eu quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque estou sendo generoso?´ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

     

    Comentário: - A comunidade dos discípulos do Reino tem um modo de proceder diverso dos esquemas do mundo. Este se organiza a partir de privilégios, precedências, importância, de modo a estabelecer um esquema de desigualdade entre as pessoas. A mentalidade mundana contaminou o coração dos primeiros discípulos de Jesus. Pensando a partir do critério de mérito e tempo de pertença ao grupo de discípulos, imaginavam que teriam prerrogativas no Reino, tanto na terra quanto no Céu. A resposta ao chamado de Jesus acontece na total gratuidade. Quem adere ao Reino abre mão de todos os seus interesses e ambições, entregando-se com generosidade ao projeto que lhe é proposto.

     

    21.08.14 – Quinta feira – 20ª Semana do Tempo Comum – Ez 36,23-28; Sl 50.

    Evangelho: - Mt 22,1-14 – Jesus voltou a falar em parábolas aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo. Ele dizia: “O Reino do Céu é como um rei que preparou uma festa de casamento do seu filho. E mandou seus empregados chamar os convidados para afesta, mas estes não quiseram ir. O rei mandou outros empregados, dizendo: `Fale aos convidados que eu já preparei o banquete, os bois e animais gordos já foram abatidos, e tudo está pronto. Que venham para a festa´. Mas os convidados não deram a menor atenção; um foi para o seu campo, outro foi fazer os seus negócios, e outros agarraram os empregados, bateram neles, e os mataram. Indignado, o rei mandou suas tropas, que mataram aqueles assassinos, e puseram fogo na cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: `A festa está pronta, mas os convidados não a mereceram. Portanto, vão até as encruzilhadas dos caminhos, e convidem para a festa todos os que vocês encontrarem´. Então os empregados saíram pelos caminhos, e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala de festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí alguém que não estava usando o traje de festa. E lhe perguntou: `Amigo, como foi que você entrou aqui sem o traje de festa?´ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: `Amarrem os pés e as mãos desse homem, e o joguem fora na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes´. Porque muitos serão chamados, e poucos são os escolhidos.”

     

    Comentário: - A atitude de desprezo dos convidados para a festa de casamento do filho do rei é uma metáfora da atitude de Israel em relação aos apelos de Deus para a conversão. Mas tem a ver com o comportamento dos discípulos de Jesus. Talvez se iludissem pensando que, pelo simples fato de pertencerem à comunidade, já estavam respondendo afirmativamente ao convite do rei, quando, na verdade, comportavam-se como os convidados indelicados. Portanto, estamos diante de duas formas de desprezo do convite de Jesus. A primeira corresponde ao desprezo evidente dos convidados que preferiram ir cuidar de seus negócios e, pior ainda, maltrataram e mataram os servos enviados para recordar-lhes o convite. A segunda forma revela-se no episódio do conviva expulso da sala do banquete por não trajar as vestes nupciais, ou seja, por não estar de acordo com o modo de proceder característico de quem aderiu ao Reino.

     

    22.08.14 – Sexta Feira – 20ª Semana do Tempo Comum – Is 9,1-6; Sl 11.

    Evangelho: - Lc 1,26-38 – No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava, e disse: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!” Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamada Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim.” Maria perguntou ao anjo: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar a sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus nada é impossível.” Maria disse: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” E o anjo a deixou.

     

    Comentário: - Para a vinda do Filho de Deus entre os homens, Deus chama Maria de Nazaré para ser Mãe. Maria parece como aquela que contribui de maneira decisiva para a libertação do povo de Deus. Ela interfere positivamente, na nova criação em Cristo mediante o Espírito Santo. Ao mesmo tempo, Maria é mãe, é discípula e modelo de discípulo que acolhe a Palavra e dela brota a vida para o mundo. O “sim” de Maria foi dado em total fé e submissão ao plano de Deus. Com a sua obediência à Palavra de Deus, é apresentada como protótipo ideal daquele que crê.

     

    23.08.14 – Sábado – 20ª Semana do Tempo Comum – 2Cor 1,26-31; Sl 32.

    Evangelho: - Mt 13,44-46 – Naquele tempo, disse Jesus  seus discípulos: “O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra, e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens, e compra esse bem. O Reino do Céu é também como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens , e compra essa pérola.”

     

    Comentário: - Para entrar no Reino é necessária decisão total. Apegar-se a seguranças, mesmo que religiosas, que são falsas ou puras imitações, em troca da justiça do Reino, é preferir bijuterias a uma pedra preciosa. Assim comporta-se o discípulo em relação ao Reino, ele dispõe-se a qualquer sacrifício. Nada lhe parece demasiadamente pesado, quando se trata de colocar o Reino e seus valores no centro de sua existência. A convicção do discípulo, ao optar pelo Reino, dependerá de como foi tocado. Quanto mais profunda for a experiência tanto mais seguro estará o discípulo.

     

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